Comer se torna o pior inimigo !

Não, dessa vez não é um post sobre livros, filmes, séries ou afins, mas sim um post sério ... Já havia falado sobre o assunto em locais que tratam sobre  o assunto! 



Para a maioria das meninas comer se tornou o vilão da sua vida, inclusive pra mim. Há mais ou menos 5 anos atrás eu comecei com problemas alimentares, claro, sempre escondendo de todo mundo, nunca havia nem pensado em um dia escrever que eu sou doente. Sim, no presente! 

Aos 15 anos aproximadamente, me achava a pessoa mais gorda e nojenta da face da Terra, passava dias sem comer e fazia zilhões de abdominais por dia, e junto com a "fome" vieram os cortes, a cada dor de fome que eu vinha a sentir, eu me cortava, mudava o foco da dor, e assim, permanecia sem comer, até a secretária da minha vó, perceber que eu não estava me alimentando direito, consegui me livrar do vilão por alguns meses, com 16 anos, pesava 55 kgs, e fui pro Canadá, fazer intercâmbio, estava "bem" digamos de passagem, passei o périodo que tinha que ficar por lá, e voltei pro Brasil, pesando uns 57 kgs. Sim, estava no meu peso normal. 

E quem foi que disse que eu via isso? Passando alguns meses, o problema retornou, me via uma bola, uma pessoa nojenta que ninguém ia querer por perto, o sentimento de ser gorda me tirava o sono, passava dias e dias sem comer, até que comecei a vomitar. Comia o mundo inteiro, e vomitava tudo depois, quem me conhece, sabe que eu odeio vomitar, mas era o que me fazia sentir "melhor", porém, me via gorda, junto com os problemas psicológicos, descobri a diabetes, que estava no auge na época e eu engordei horrores, entrei numa dieta regrada e perdi uns 5 kgs, voltando a pesar 55 kgs novamente! 

Me sentia um pouco mais "confiante" em comer, por saber que a minha comida era a menos calórica possível, o pesadelo parou por algum tempo. Quase perto de fazer 18 anos, entrei numa psicóloga, e foi o auge dos distúrbios. Não comia de jeito nenhum, forçava o vômito, mesmo sem nada no estômago e minha psicóloga começou a me ajudar.

Terminei o colegial, minha mãe uma vez me viu chorando, por conta dos meus surtos alimentares, conversei com ela, e ela tentou me acalmar. Cheguei a pesar 47 kgs aos 18 anos. Ano passado, prestaram atenção em mim, e começaram a comentar o quão magra eu estava, aquilo me fez ficar feliz! Me sentia confiante novamente, mas sem comer nada. No começo desse ano, fui parar na nutricionista, estava sub-nutrida e abaixo do meu peso ideal, pesando 49 kgs. 

Hoje em dia, eu luto pra comer, mas não consigo! Não quero que saiam me julgando, a gente não escolhe viver assim, claro que a gente escolhe sair dessa, porém, tá difícil. Como mencionei acima, nunca pensei falar sobre mim, e admitir de uma vez por todas o quanto eu sou doente! 

Gente, o que eu quis passar com isso, é que, se você tem esse problema, seja anorexia, bulimia ou qualquer coisa do gênero, procura uma ajuda, por favor. Meus pais fingem não ver o problema, pra eles eu sou "normal", ninguém vê o quanto eu choro de madrugada, eu parei com meu tratamento psicológico.

Sei que muitos vão rir e dizer " ah ela só quer chamar atenção" ou " ela tá se fazendo de coitadinha" ou "vai procurar algo pra fazer, que isso é falta do que fazer". Já ouvi tanto disso, até de quem eu não esperava, sejam fortes, eu sei que é difícil, mas vai tudo dar certo! 

Beijinhos, 
Bárbara Marcella 

Como (quase) Namorei Robert Pattinson - Carol Sabar


Quando abro os olhos, ali estou eu. Deitada de bruços na areia da praia. E Robert Pattinson está passando bronzeador nas minhas pernas.  Aos 19 anos, Duda é literalmente viciada na saga Crepúsculo. Já perdeu a conta de quantas vezes leu os livros da série e assistiu aos filmes. Através de um perfil secreto na internet, ela se comunica com outras fãs de Crepúsculo que, assim como ela, estão totalmente convencidas de que não há garoto no mundo que valha um dente canino do vampiro Edward Cullen. Sua obsessão ganha fôlego com uma temporada de estudos em Nova York, onde ela fazz planos mirabolantes para conhecer pessoalmente Robert Pattinson, o ator que interpreta o vampiro nos cinemas. Mas, após um incidente com seus únicos ( e insubstituíves!) livros da saga, Duda entra em um verdadeiro surto de desespero. Percebe, então, que uma mudança radical em seu comportamento "crepuscólico" é mais do que urgente. O que ela não esperava era conhecer Miguel Defilippo, seu vizinho na ilha de Manhattan, que é a cara do ator Robert Pattinson! Apaixonante, lindo, rico, misterioso e ambíguo, Miguel acaba se tornando um desejo mais inacessível para Duda do que o próprio astro de Hollywood. Uma história cheia de humor, aventuras e reviravoltas, para você chorar de rir! 


Primeiramente avisar que eu não ia falar sobre esse livro, mas aí eu decidi que eu queria tentar  demonstrar o que eu senti lendo-o. Bom, vou ser sincera, só comprei o livro porque ouvi muitas blogueiras falando sobre ele, e li muitas resenhas positivas, porém, contudo, todavia, o livro gira em torno de uma fã de Crepúsculo, e eu particulamente, não gosto!
Antes que venham me tacar pedras, eu li TODOS os livros da Stephanie Meyer, vi o primeiro filme, e o terceiro ( tanto que o terceiro livro é o melhorzinho e o que eu mais gosto), então sei do que eu tô falando. 

Antes de lê-lo, já fui me preparando psicologicamente! Na minha humilde opnião, se a principal não fosse tão fã de Crepúsculo e nem tivesse o apelido de Duda, o livro levaria 5 estrelas, sem nem pensar duas vezes. A história é muito boa, bem bolada, com um romance bem "Cartas para Julieta", é um livro bem leve e suave de se ler, com bastante humor e trapalhadas. Não me apaixonei por nenhum personagem (milagres, acontecem!), e achei a escrita da autora, muito boa, com certeza, lerei seu novo livro. 



A diagramação, muito bem feita, assim como todos os livros da Jangada, não me recordo de ter visto erros de português, então a revisão do livro está ótima. A capa do livro, totalmente bem bolada, está de parabéns! Adorei, fica lindo na estante (<3). 



Uma das coisas que eu adoro em livros, é o sumário! E esse livro me ganhou com esse sumário muito fofo. 




A fonte usada para o título dos capítulos, está maravilhosa! Achei totalmente a cara do livro. 



E por fim o que eu achei o máximo, e adoro também, é que no final de cada capítulo, tem uns "tweets" e os "scraps" do orkut da Duda. 



Para que não sabe,  Carol Sabar  é uma autora brasileira, que eu espero que escreva vários e vários livros, porque ela escreve muito bem, já se tornou uma das minhas autoras brasileiras favoritas. O livro em si é ótimo, dei três estrelinhas, pelo motivo já explicado acima. Super recomendo, mas se você não gosta de Crepúsculo, leia o outro livro da Carol. 

Espero que tenham gostado, muitos beijinhos,
Bárbara Marcella



A seleção - Kiera Cass

Para 35 garotas "A seleção" é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de 16~20 anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe, é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de se alçada de um mundo de vestidos deslumbrantes e jóias valiosas. De morar em palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.


A seleção de Kiera Cass, me surpreendeu bastante, estava com baixas expectativas por dois motivos: é uma distopia, e eu não sou muito fã do mundo distópico e vi váááárias resenhas negativas sobre o príncipe Maxon, então adiei esse livro por bastante tempo, e me pergunto o que eu tinha na cabeça pra não tê-lo lido antes. 


A minha primeira impressão ao começar a ler o livro, foi lembrar de "Jogos Vorazes", as histórias são totalmente diferentes, porém há pontos que se cruzam, e não tem como você não lembrar da série de Suzanne Collins.  O livro contém os elementos base para o mundo distópico: o governo, no caso, o reinado, impondo suas regras e as castas (não sei se nos outros livros são assim, mas os que eu li : Jogos Vorazes, delírio e estilhaça-me, esses são os elementos básicos da distopia) . 

Kiera Cass me surpreeendeu, ao não focar somente na "rebeldia" contra o "governo", mas ao focar-se no romance, deixando a história mais leve e gostosa de se ler. O livro contém 361 páginas, diagramação ótima, o tamanho das letras confortável para os olhos e páginas amarelinhas ( <3 <3 <3), só tenho elogios a fazer À Editora Seguinte, e quanto ao segundo livro da série, eu realmente estou com as minhas expectativas lá no alto. 

Livro mais que recomendado se você gostar desse mundo distópico e um pouco de romance, pra adocicar esse cenário de rebeliões. 

Beijinhos, 
Bárbara Marcella